Monday, 9 March 2020

Cada vida é um sopro da consciência universal. Um começar de novo, uma esperança, semente de amor. Cada criança é o resgate da memória do que somos. E se as permitimos, nos lembramos, com elas, daquilo a que viemos. 

26.11.19

Nairobi

You speak money
But that's not your nature
They stripped you off but
your roots are strong
you will still be there when all it's gone.
They made you dry and blunt
but that's not your nature
You're lush and diverse
 Colourful, fertile
Your smile shows me
You'll find a way
You'll play the game 
     you're not.

You are nature

And you still be there when all is gone.

11.11.19
Viajo pra criar memórias de tudo que posso sentir.
6.9.19
A palavra ajuda a explicar. Não a entender. Somos feitos de silêncios e temos tudo que precisamos - dentro. A palavra é depois.

13.4.18
Ele era bom. "Gente boa não sente nojo de cheiro". Isso é coisa de gente fresca. Fresco ele não era. Então tomou a água, com nojo mesmo. E engoliu também o cheiro, com que agora de fato já começava a se acostumar. Vinha dela um mau cheiro de hálito matutino. Os cabelos apontavam para o alto, amassados pelo vira e mexe da noite afora. Ela sorria sem constrangimento. Havia um banheiro, um chuveiro e uma pia dentro dele. Ela passava reto pela porta, desdenhando tudo isso. Estava mesmo era com fome. Foi na cozinha ver se achava o pedaço de algum pão de ontem ou o que quer que fosse. Voltou mastigando meio pão de sal dormido, molhado num copo de café com um pouco de manteiga, como fazia sua vó. Parecia feliz.

28.2.18
Música carinho na alma

6.3.18
As if I could know the main secret, but that would mean I was done here, so I choose not to.

19.9.17
Eu olhei pra dentro de mim e descobri que amo com compaixão. Amo já perdoando.

27.3.16
Quando a gente cria alguma coisa, quando a gente fala, estamos deixando um registro, compartilhando a nossa consciência. Estamos comunicando ao outro o modo como estamos trapped em nós mesmos. Estamos nos conectando ao mundo. Nossa experiência assustadoramente solitária de controlarmos e sermos controlados por nós mesmos. O tempo todo. De que não somos nada fora de nós mesmos e que somos tudo que temos. De que o corpo não controla a mente, e nem a mente controla o corpo. Que os dois não são dois, que são juntos uma coisa só. Essa coisa que caminha e vê, porém, encontra outras coisas que entram dentro de si e passam a fazer parte do meu mundo, dentro e fora dele. E assim tudo se conecta - nos precisamos. 
Onde está Deus? Dentro de mim, mas também em tudo o mais que vejo. Porque eu crio Deus, enquanto ele me cria. Porque eu pergunto a pergunta que quiser. E eu mesma a respondo, com o que tiver. E quanto mais pergunto, mais entendo. Ou quanto mais entendo, mais pergunto. E eh sempre mais que isso.

31.7.15
Meu corpo é meu espaço e é ele que conecta. Ele busca sensações. Ele me separa do outro,  e é através dele que também o sinto. 
31.7.15