Fazia assim um exercicio de distanciar-se. Estando ali, afastava-se do momento pra o conceber por inteiro, desconstruindo-o... Tocava-o com novidade, para entao conhecer a si mesmo. E olhando de longe, era agora um terceiro, em tumulto. No exercicio de nao ser mais e nao ser ainda, caminhava em chao vacilante - onde podia crescer, sabia, mas isso ainda nao lhe dizia tudo. Assim, decidia de novo aproximar-se, ate perder o foco. Porque as vezes, carece-se de poeira nos olhos. E pra amar, virar-se, de leve, as proprias costas.
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