A coisa, se transformando em certeza, aos poucos, pela constatacao de que, sejam quais forem as hipoteses, ela nao muda. Retifica-se, crua e definitiva, como o passar dos anos na flacidez da pele, na cor fugidia da fruta, no empilhamento de memorias perdidas. E se ela nao muda, resta buscar, no instante, um resquicio de possibilidade pra, com sorte, poder sentir um pouco. Tocar os bracos tao frageis quanto e fingir importancia, juntos. Talvez, com sorte, sorrir, pateticos e cumplices, dessa nossa historia.
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