Monday, 19 July 2010

A coisa, se transformando em certeza, aos poucos, pela constatacao de que, sejam quais forem as hipoteses, ela nao muda. Retifica-se, crua e definitiva, como o passar dos anos na flacidez da pele, na cor fugidia da fruta, no empilhamento de memorias perdidas. E se ela nao muda, resta buscar, no instante, um resquicio de possibilidade pra, com sorte, poder sentir um pouco. Tocar os bracos tao frageis quanto e fingir importancia, juntos. Talvez, com sorte, sorrir, pateticos e cumplices, dessa nossa historia.

Monday, 5 July 2010

Face me

O que se segue depois de um dia pouco fertil e a vontade de uma forma de redencao que pareca plausivel e de pra carregar nas costas.
Dizem que, depois da explosao, a terra se partiu e, ainda entao, os pedacos se afastam, pra sempre, de uma forma que nao se sabe ser ou nao reversivel. A questao e que as distancias continuam, apesar da rede. Agora legitimadas pelo advento do veloz, do instantaneo - do agora ou nunca. Falaram de uma pos-modernidade liquida e de uma solidez que se desmancha no ar. De identidades escoando ralo abaixo pra nunca mais. De outras, surgindo, sem saber pra que servem, e se de fato o sao.  Falaram de um com-tato, sem tato, e dessa gente toda amiga que experiencia o corpo texto e suas carinhas... O mundo com suas ligacoes frageis, estaticas pois sem futuro, segue (?) - desmundo. E eu, de quase todos os angulos: minuscula. Na minha longa lista de urgencias: hesitacao, e um abraco demorado. Meu peso e vulneravel, mas ninguem quer saber.
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