Saturday, 27 March 2010

Monet
Procuro um significante que valha a pena. Uma forma de romper com a previsilidade desse traco que imprime no papel essas letras cheias de si. Desalinhar o texto assim como o pensamento, fazer do simbolo a coisa mesma, sem entre-lugar. Descartar binarismos, analogias e ate hibridismos. Te dizer em linha reta e te poupar do eventual desejo de mim.
Inventaram, entretanto, a palavra. E com ela, nossa impossibilidade. Em protesto, eu tento, sabendo que mais facil seria deixar a folha em branco. Entao espero que entenda que quando escrevo, quando busco uma palavra ou uma imagem, o que quero, mesmo, e te levar pra longe daqui.

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