Enquanto você falava de coisas podres, e de como e bom ser tolerante com o lixo nosso de cada dia, em todas as suas acepcoes, eu pensava na presença. Eu pensava não na chance de vida que se da a alguma coisa que não presta, mas na possibilidade de se viver com aquilo que se tem. Você reiventando o lixo, eu, transformando o resto. Você falando de tolerância e espera, eu, de aceitação, acho. Já não sei dizer onde termina a criatividade e onde começa a resignação. De uma forma ou de outra, o que não suporto e o desperdício.
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