Saturday, 27 March 2010

Enquanto você falava de coisas podres, e de como e bom ser tolerante com o lixo nosso de cada dia, em todas as suas acepcoes, eu pensava na presença. Eu pensava não na chance de vida que se da a alguma coisa que não presta, mas na possibilidade de se viver com aquilo que se tem. Você reiventando o lixo, eu, transformando o resto. Você falando de tolerância e espera, eu, de aceitação, acho. Já não sei dizer onde termina a criatividade e onde começa a resignação. De uma forma ou de outra, o que não suporto e o desperdício.
Monet
Procuro um significante que valha a pena. Uma forma de romper com a previsilidade desse traco que imprime no papel essas letras cheias de si. Desalinhar o texto assim como o pensamento, fazer do simbolo a coisa mesma, sem entre-lugar. Descartar binarismos, analogias e ate hibridismos. Te dizer em linha reta e te poupar do eventual desejo de mim.
Inventaram, entretanto, a palavra. E com ela, nossa impossibilidade. Em protesto, eu tento, sabendo que mais facil seria deixar a folha em branco. Entao espero que entenda que quando escrevo, quando busco uma palavra ou uma imagem, o que quero, mesmo, e te levar pra longe daqui.

Friday, 12 March 2010


Has the face fallen out on one side?
Can they smile?
Can they raise both arms and keep them there?
Is their speech slurred?

Just like a fire, its time to call 999.
:What if any of the available options represents you?
: ALMOST, JUST, ONLY, SE, QUANDO...

Saturday, 6 March 2010

Ela beijou a mae na boca depois de um dia dificil. Riso facil, mas sabe la Deus o que ia ali, dentro daqueles olhos de india. Todo mundo lhe dizendo que ela era bonita, e tudo que queria era nao estar ali. (Alguem esqueceu de perguntar o que queria). Senti pena por tudo que ela ia deixar pra tras. Um historia tao bonita, reescrita agora com palavras em outro tom. Ela, todo dia, traduzida aos poucos. Sera que algum dia vai de novo catar mexerica do pe?
Todo mundo e minoria.