Quem lhe pediu as entrelinhas - eu quero o corpo inteiro. Debruça-se aqui: não há literatura. Um pulso e um desejo que não sabe cavalgar. Já é tarde, as vezes demais. Inclina-se aqui: nada pra alimentar seu vício. O que há são sapatos antigos que calço como se fossem meus - eu, que prefiro andar com os pés no chão. Vasculho nos vultos o rosto conhecido de alguém que nunca vi. Pobre pobre, criatura. Esta sentindo a superfície? Toca, mão monótona. Dita, mão covarde. Repete.
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