Estava frio, o vento a espreita, atento ao momento certo. Uma cortina de nuvens brancas cobrindo todas as frestas azuis de céu, sobre a cabeça. Pedra ao redor dos pés. O vazio que constitui, que se toca, que se vê, e o vazio que separa os pés do chão, a mão do alimento, o corpo do resto. Tudo em potencia, tudo sob perspectiva. A cada passo, um quase movimento frustrado, possível. Apetite de mundo. Como? Se repetia pra si, ora pro Cosmos. A roupa agora dançava tocando o varal ao ritmo do vento que começara a soprar, tímido, por mais que o mundo fosse mundo. E daqui que eu vejo, e você já não existe há séculos, falou pra estrela(culpa de Einstein e sua teoria, não foi isso que ouviu aquele dia?). De novo, o sentido lhe pareceu desimportante, porque o movimento e dialetico sempre. De novo, os contrários extremos lhe pareceram exatamente iguais (não foi você que disse que via o chão trincado do sertão quando olhava pro céu?).Pra que? Foi quando decidiu calar.
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