O homem voltava de ponta cabeça pra casa. Ele passava por carros e pessoas, ônibus e pessoas. Tinha também um mendigo, seu fedor e trapos, um banco sujo (não se sabe pra quê), uma banca de jornais abarrotada de palavras de todos os santos, uns postes de luz cheios de fios entrelaçados no alto (ele achava isso de uma feiúra!). O homem comprou leite e pão na padaria e foi carregando aquele peso toda rua afora. Ele já tinha feito isso antes, todos os antes de hoje. Ele também já conhecia os ladrilhos do chão da rua São Marcos e o vão no cruzamento da esquina da Santana com a São Mateus. Andava na rua porque, preferia sempre o quase triscar dos carros ao invariável desviar de olhos escassos de novidade. São, ele chegava. Era a televisão que ligava primeiro. Depois o sofá e o folhear de jornal. Ás vezes, o beijo da filha. E então o Esquecimento. Salvo.
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