Das suas mãos desabotoram-se gestos místicos. Sua boca desfiou versos baratos, sem precedentes.Criou um futuro que não viria nunca. Não era muito de "ses" nem de "quandos", mas não era habitual se deixar discorrer assim, não deliberadamente. Humilhada, vasculhou no tempo nacos de efeito balsâmico. Sentiu caimbra na língua. Era sede, definiu. Se sentiu humana de novo e isso foi uma espécie de consolo. Já via as cascas de cor escura se formando sobre a pele frágil.
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